Há 369 anos nascia Isaac Newton, um dos maiores cientistas de todos os tempos. Inglês, ele também foi físico, matemático, astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo. Segundo a Superinteressante de março de 2009, ‘’o formulador da Lei da Gravitação Universal dizia que aprender sobre Deus é o primeiro passo para quem se dedica à "filosofia natural" - como a ciência era chamada no século 17. ‘’
Já no dia 4 de janeiro de 1900 foi estabelecido que a fração do segundo (medida de tempo) passaria a ser da forma como hoje o conhecemos. Bom refletirmos um pouco sobre isso. Pois as horas, os minutos e estes segundos são criações do Homem para que possamos nos situar em relação ao tempo, e formarmos nossa história. Que valor tem o nosso tempo moderno? Temos utilizado este ‘novo tempo’ de maneira útil? ... Em breve estas e outras questões serão discutidas aqui no blog.
O ponto principal e o destaque do dia de hoje para o POESIACEITA é que nesta data, só que no século XIX, mais precisamente em 1839, nascia Casimiro José Marques de Abreu.
Ele fez parte da segunda geração do Romantismo aqui no Brasil, e suas obras são até muito simples e acessíveis, se relacionadas com os autores da época em que viveu. A história de Casimiro é curta., pois ele faleceu muito cedo, com apenas 21 anos. Hoje poucos poemas de sua autoria são divulgados, principalmente pelo fato de ter escrito apenas um livro –‘Primaveras’’, que é uma reunião de suas poesias.
Sem dúvida, Casimiro de Abreu é um poeta de muita qualidade, porque mesmo com seu falecimento prematuro, ainda hoje ele é bastante lembrado. A marca de seus poemas circunda principalmente os sentimentos de saudade e de amor.
Na minha opinião, suas poesias não são muito otimistas, pelo contrário, sempre se pode perceber sofrimento nas palavras do autor. Em contrapartida, suas rimas são muito bem feitas e não há como não notar a emoção que ele injetou em seus versos. Conhecido como ‘’o poeta da infância’’, deixo aqui uma das obras mais conhecidas deste romancista: ‘’Meus oito anos’’
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
................................
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!
FIM
No Dia Mundial do Braille desejo que as barreiras continuem sendo desviadas, os limites ultrapassados, e que a evolução (seja ela espiritual, intelectual, etc) seja a gana e a sina do cidadão brasileiro.
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